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Esta história precisa de um desenho, se tens entre os 4 e os 10 anos, envia-nos o teu desenho e habilita-se a ganhar um workshop de culinária. O RATO MÁGICO
O gato Tobias estava deitado junto à lareira a receber o quentinho do calor que vinha da lenha a queimar que o dono o Sr. Maurício tinha colocado. - Levanta-te Tobias e vai apanhar aquele rato que passa a vida a ir ao queijo, seu mandrião - disse o Sr.Maurício, e deu um pontapé no infeliz gato. Todos os dias era a mesma coisa. O pobre do Tobias não podia descansar um segundo que fosse, que tinha logo o dono a barafustar com ele. O Tobias lá se levantava, muito devagar e ia até ao buraco que existia na cozinha onde o rato se escondia. E ficava ali como um sentinela militar à espera que o rato aparecesse. Mas o rato Matias era muito esperto e só saia quando o gato estava de novo a dormir. Os gatos dormem muito e o Tobias ainda dormia mais de qualquer um gato. Mas um dia, o Tobias apanhou o Matias a sair do buraco. - Anda cá meu malandro, és a minha desgraça, por causa de ti o meu dono não me deixa descansado. - Ó amigo, o queijo do teu dono é uma maravilha, e tu sabes que eu tenho que comer senão morro. – disse o Matias. - Quero lá saber que tu morras, eu que não posso viver neste desassossego. - Se não me deixas ir comer o queijo e o teu dono não te deixa sossegado, era melhor mudarmos de vida. - Tens alguma ideia? - perguntou o Tobias. - Olha por acaso tenho - respondeu o Matias - E qual é? – perguntou o Tobias. - Ando a pensar ir passar uma temporada com o meu primo, o rato Crispim, que vive no campo. E podíamos ir os dois - disse o Matias. - E tu achas que ele não se importa que eu vá? – perguntou o Tobias. - Claro que não, ele dá-se muito bem com os gatos. Gostam muito dele. - O quê? Um gato gostar de ratos? Não acredito - disse o Tobias. - Gostam dele porque ele sabe magias. Isto é, tem a mania que sabe, mas engana os pobres bichanos com as suas aldrabices. Então, um belo dia, fizeram as malas e abalaram para o campo. O sítio era lindíssimo, muito verde, cheio de árvores e lindas flores. O rato Crispim vivia numa moradia abandonada com outros ratos amigos e todos os domingos, numa sala muito grande, convidava outros ratos, alguns até vinham de longe, e todos os gatos das redondezas para virem assistirem ao seu espectáculo de magia que cuidadosamente preparava durante a semana. Quando chegaram o rato Crispim preparava um novo número: o desaparecimento de um bocado de queijo flamengo que se encontrava dentro de uma caixa transparente. O rato Crispim fez uma grande festa ao ver o primo Matias acompanhado do gato Tobias. Com grandes movimentos teatrais o rato Crispim, dizia palavras esquisitas, agitava a sua varinha mágica, tentava fazer explodir uns pós que deviam fazer uma grande fumarada mas como nunca conseguiu, então substituía-os por uns guinchos e um bater de pratos para dar mais espectacularidade ao seu número. Disfarçadamente metia o queijo por uma das mangas que eram muito largas e o queijo caía pelas calças que eram igualmente largas e aparecia aos seus pés, era a risota geral. Mas como tudo o que fazia era muito engraçado os assistentes perdoavam todas aquelas aldrabices e batiam-lhe muitas palmas a todos os seus números. Um dia estavam o rato Matias e o gato Tobias a assistir a um ensaio do rato Crispim, quando ouviram um barulho muito estranho. Fugiram para detrás de um árvore e viram aparecer o Sr. Maurício. Ficaram muito admirados porque razão aquele indivíduo andava por ali. Estava muito irritado, trazia uma espingarda, e dizia: - Desde que aquele gato foi embora, a minha casa está cheia de ratos, e eu não posso viver com aqueles bichos todos. Tenho que levar o Tobias de qualquer maneira nem que seja aos tiros. E eu sei que ele anda por aqui. Quando ouviram a ameaça do Sr. Maurício, o gato Tobias e o rato Matias ficaram cheios de medo. Quem não teve medo foi o rato Crispim que enfrentou o Sr. Maurício que lhe apontava a espingarda. O rato Crispim vestido com o seu fato de mágico e um grande chapéu apontou a varinha mágica para o Sr. Maurício que ficou muito admirado com a coragem daquele pequeno bichinho. O Sr. Maurício até se riu, mas o rato Crispim agitou a varinha mágica deitou uns pós mágicos aos seus grandes pés e disse umas palavras mágicas e, quanto menos se esperava, os pós deram um grande estrondo fizeram uma grande fumarada e o Sr. Maurício desapareceu. Todos ficaram muito admirados, até o próprio rato Crispim, com esta habilidade. O susto que Sr Mauríco apanhou foi tal que se desequilibrou e caiu num buraco tão fundo, tão fundo que saiu do outro lado da aldeia. Com o susto que apanhou não voltou a procurar pelo Tobias aproveitando para se ir embora sem o gato, e todos ficaram a pensar que o Sr. Maurício tinha mesmo desaparecido. Os ratos e os gatos que assistiram a esta habilidade fantástica do rato Crispim nem queriam acreditar. Afinal o Crispim fazia mesmo magias. A partir daquela altura passou a ser muito respeitado e quando acontecia uma magia mal feita toda a gente perdoava porque estavam na presença de um verdadeiro mágico que fez desaparecer uma pessoa que vinha com más intenções. Consta que todos os domingos o rato Crispim continua a fazer espectáculos de magia e parece que o gato Tobias e o rato Matias ajudam-no nas suas magias ou aldrabices, não se sabe lá muito bem, mas que muitos ratos e gatos vêm ver, lá isso é verdade. História de JMA Regulamento - Os desenhos devem ser enviados por carta, para Práticos Saberes, Rua Silva Brinco, nº 207, 4465-267 S M Infesta - Cada concorrente pode concorrer com o número ilimitado de desenhos, - Não procederemos à devolução dos desenhos; - Deve sempre constar nome completo, idade, data de aniversário, contacto telefónico e email.; - Este concurso destina-se a crianças entre os 4 e os 10 anos. - O workshop é realizado nas nossas instalações em S M Infesta. Para mais informações contacte-nos para
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